terça-feira, 27 de janeiro de 2015

VIDA A DOIS



“Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?” (Ec 4.9-11).
Salvo as raras exceções, todo mundo procura alguém que lhe complete e coopere para um relacionamento saudável e duradouro; afinal, ninguém gosta de viver sozinho. O relacionamento a dois é a busca de todo homem e de toda mulher pela completude de si mesmos. Por isso, o casamento deve ser visto como um projeto de Deus para estabelecimento da família como célula mater da sociedade.
No entanto, viver ao lado de outra pessoa do sexo oposto a fim de constituir matrimônio, não é uma tarefa fácil. Porém, pondo-se as diferenças a parte, trata-se de uma experiência maravilhosa e enriquecedora. A relação matrimonial, nada mais é do que a vontade de Deus para vida do ser humano, pois fora o Senhor que disse que “não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18).
Neste capítulo trataremos acerca da vida a dois sob o âmbito matrimonial. Muitos jovens encaram a vida no casamento como se ainda estivessem vivendo solteiros, entretanto, nada é como antes. As responsabilidades aumentam, as discussões tendem a tomar maiores proporções e o cônjuge necessita de mais atenção do que quando namoravam. É nesse momento que você e seu pretendente precisam fazer uso de algumas características indispensáveis para a manutenção da vida a dois:
Maturidade: Não. O casamento não é uma relação para crianças e adolescentes. Trata-se de algo muito sério. Não se casa pelo mero sentimento de querer resolver um erro cometido ou por que está sendo obrigado pelas circunstancias.  Por isso, os que pretendem ingressar no matrimônio devem ter maturidade suficiente para saber lidar com a vida a dois.
Responsabilidade: Se você pretende se casar, saiba que sua vida não terá a mesma rotina que hoje costuma ter. Se você mora com os seus pais e depende deles para muitas atividades do dia a dia, terá que se acostumar e adaptar as novas responsabilidades que lhes serão propostas.  
Altruísmo: Preparem-se para pensar mais no outro do que em si mesmos. Seu futuro cônjuge deve alcançar lugar de destaque em sua vida. Afinal, vocês não estão mais no convívio familiar cheio de muitas pessoas, por isso, passarão a pensar mais no outro. Lembre-se que as decisões tomadas a partir do casamento repercutiram na vida do casal e não apenas de um só.
Respeito; “Respeito é bom e todo mundo gosta”, não é verdade? Pois é, as relações subsistem sustentadas pelo respeito mutuo. Quando esse sentimento acaba, perde-se qualquer consideração pelo outro. Nunca deixe que as atitudes desrespeitosas tornem o seu relacionamento banal.
Companheirismo: “Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro” (Ec. 4.10). A vida precisa ser feitas de pessoas que se ajudem, que demonstrem está presentes em horas importantes, sejam elas boas ou ruins. A vida a dois é um desses mementos em que ambos precisam está conscientes das adversidades que possivelmente ocorrerão e estarem prontos para ajudarem-se a fim de vencerem quaisquer barreiras.
Essas características somadas a muitas outras são indispensáveis para quem almeja se casar e constituir um relacionamento saudável e duradouro. Lembre-se que vocês estão prestes a ingressarem em uma viagem para vida toda. Suas atitudes, sejam quais forem, refletirão significativamente na vida do seu futuro cônjuge.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

QUEM CASA QUER CASA



Talvez você possa até pensar que estou me referindo unicamente ao fato de possuir uma casa própria antes de se casar. No entanto, não é isso que quero ressaltar aqui neste ponto. Sei das grandes dificuldades que se pode ter para conquistar a tão sonhada casa própria nestes dias atuais. Porém, quero alertá-los dos possíveis transtornos que podem haver se optarem por morar na casa dos pais ou sogros.
Existem inúmeras exceções quanto a esse assunto, entretanto, nem sempre as relações são agradáveis. Por isso, poupem possíveis constrangimentos morando em lugaresonde não terão a devida privacidade que um casal precisa.
Caso tenham condições de obter uma casa, invistam nisso, não há nada melhor do que está em um ambiente de vocês. Porém, se isso não é possível agora, vejam as possibilidades de não precisarem morar em um mesmo ambiente onde convivam seus familiares ou do seu pretendente.
Desenvolver um relacionamento saudável entre as famílias de ambos os cônjuges é inteiramente necessário, porém conviver dentro de um mesmo ambiente podem gerar possíveis conflitos. 

sábado, 10 de janeiro de 2015

A PESSOA CERTA PARA CASAR


 
A escolha da pessoa certa deve ser feita sem precipitações. Afinal, você está escolhendo alguém com quem deseja constituir uma família, compartilhar seus sonhos e projetos e viver juntos até que a morte os separe. Às vezes, movidos por sentimentos de paixão e pela ansiedade, os jovens acabam por perder detalhes que poderiam ser observados antes do casamento.
         Para isso existe o namoro. Essa deve ser para os jovens uma experiência sadia, de muita conversa e observação. Neste momento se torna possível conhecer um pouco sobre a vida do outro.
         Para melhores esclarecimentos, transcrevo a baixo alguns requisitos que devem ser observados e analisados na pessoa com quem pretende se casar. Você poder encontrar melhores detalhes no livro “UM ALTAR EM MINHA CASA”, de minha autoria:

Veja as qualidades de seu pretendente:É importante que você analise quais são as qualidades da pessoa que pretende constituir um lar com você, e se essas qualidades se parece com as suas. Observe o comportamento dele ou dela com os pais e demais membros da família.

Verifique quais são os defeitos do pretendente:O namoro é o tempo ideal para que se perceba quais são os defeitos do outro, é certo que nem sempre todos os pontos negativos aparecerão, mas há muitas coisas que podem ser notadas. É por isso que não concordo com o “casamento relâmpago”, onde se conhece alguém hoje, e amanhã já está se casando. Já tive o desprazer de ver muitos casamentos assim terminarem. É claro, que o oposto também acontece, passam anos namorando e depois de casados não dá mais certo. Em muitas ocasiões, essas pessoas já haviam percebido os defeitos do cônjugeenquanto namorados, mas persistiram no propósito de casar e não suportaram conviver em tais condições. Analise tudo antes de dizer sim e não se esqueça de que alguns defeitos, ao invés de desaparecerem, se multiplicam depois do casamento.

Identifique se as expectativas de futuro do pretendente correspondem com as suas:No inicio, tudo é uma maravilha; muitos movidos pelos desejos e impulsos carnais se esquecem de analisar quais são os alvos que a pessoa pretendida deseja alcançar. Pessoas sem expectativas de futuro tendem a ficar estagnadas na mesmice. É preciso saber se esta pessoa tem o desejo de crescer espiritual, profissional e materialmente. Valorize e apoie sempre as ideias do outro; quando isso não for possível, a saída é entrarem em acordo. Lembre-se: um cresce e o outro não, o jugo fica desigual e os problemas aparecerão. Ambos, com um foco bem definido, poderão alcançar muitas coisas juntos.  

O que ele ou ela gosta de fazer:Os seres humanos são diferentes, por isso nem sempre se encontrará pessoas com os mesmos hábitos e gostos que osnossos.Saiba quais são as principais atividades da pessoa com a qual pretende casar e analise se você está disposto a compartilhar dos mesmos gostos dele ou dela. Não posso deixar de ressaltar aqui, que existem muitas práticas da vida de solteiro que você com certeza deverá deixar quando casar.

Muitos outros detalhes devem ser verificados a fim de que você chegue a conclusão de que está ao lado da pessoa certa ou não. Caso perceba que esta não é a pessoas certa para constituir uma familiar, tome imediatamente a decisão de adiar o casamento e conversar um pouco mais sobre o assunto. O importante é não se deixar levar pelos desejos ou pela paixão de momento. Afinal, como diz o pastor Josué Gonçalves, casamento é uma viagem para vida toda.

sábado, 3 de janeiro de 2015

AS QUALIDADES DE REBECA



A história bíblica do encontro de Isaque com Rebeca tornou-se ao longo dos tempos um modelo para aqueles que pretendem se casar. Comumente brinca-se entre os jovens solteiros que ele (a) está à espera do seu Isaque ou de sua Rebeca. O que se entende pela análise do texto é que realmente ouve uma providência de Deus para união deste casal. Providência essa, que foi evidenciada pelo servo fiel de Abraão, o Eliezer, que havia sido enviado com o propósito de trazer uma noiva para o filho de seu senhor, oriunda de sua terra e do meio de sua parentela.
A união de pessoas de um mesmo convívio parental era comum nos tempos antigos. Logo, casar-se com alguém de origem estrangeira era uma afronta e um peso para os pais do esposo (a). Abraão, por exemplo, casara com sara, que de acordo com o registro bíblico era sua meia irmã (Gn 20.12). Já Esaú, irmão de Jacó tomou para si das mulheres que habitavam na terra de sua peregrinação, Canaã. A Bíblia diz que ele teve por mulher a Judite, filha de Beeri, heteu, e a Basemate, filha de Elom, Heteu (Gn 26.34). Essa atitude de Esaú foi para os seus pais uma amargura de espírito (Gn 26.35).
Pensando nisso, Abraão resolvera escolher para o seu filho uma mulher que tivesse as suas origens, que fosse proveniente da Mesopotâmia da cidade de Naor. Para tanto, chamou o seu mordomo e deu-lhe a incumbência de buscar uma esposa para Isaque das mulheres da sua terra, de sua parentela.
A jovem Rebeca, figura que também protagonizou esta história, revelou qualidades que se destacam e que servem de exemplo paras as jovens que pretendem se casar sob a orientação de Deus e de acordo com a Sua vontade.  É isso que iremos tratar neste pequeno texto. Mas, antes de entrar a fundo neste assunto, preciso ressaltar a intervenção de Deus no relacionamento de Isaque, o que foi essencial para o estabelecimento de um relacionamento sadio.

A providência de Deus

Depois de fazer um juramento ao seu senhor, Eliezer toma consigo alguns servos e segue para a Mesopotâmia (Gn 24.10). No entanto, ainda no caminho sente a vontade de pedir a Deus o direcionamento para esta importante missão.
Ele, então, orou ao Senhor dizendo: “Eis que estou em pé junto à fonte de água, e as filhas dos varões dessa cidade saem para tirar água; seja, pois, que a donzela a quem eu disser: abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos, esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque; e que eu conheça nisso que fizeste beneficência a meu senhor” (Gn 24.13,14).
Não muito diferente dos dias de Eliezer, casar em nosso tempo sem a direção de Deus constitui-se em um erro gravíssimo. Todo jovem cristão precisa pedir a orientação de Deus para o casamento. Não estou falando aqui em procurar “profetas” que só visam enganar os jovens com falsas profecias sobre casamento. Tenho um colega que vivenciou por muitas vezes profecias dizendo que a sua atual namorada na época seria a sua esposa. Evidentemente, os tempos passaram e ele encontrou outra jovem com quem se casou teve uma filha e já vivem juntos há muitos anos.
Estar sob a direção de Deus é desfrutar de experiências que provem que Ele está no controle e direcionando os seus relacionamentos. O que o servo de Abraão fez foi fazer prova de Deus e para isso faz uma oração pedindo-lhe respostas.
Você não precisa se desesperar quanto ao futuro que Deus preparou para o seu relacionamento matrimonial. Apenas dedique-se a orar e pedir o direcionamento do Senhor para a sua vida sentimental. É importante, também, que atente para os sinais e evidencias de Deus em resposta as orações. Quando se pede orientação deve-se está pronto para receber o “não”, pois nem sempre o que você deseja é o que o Senhor deseja.

Uma jovem prestativa

Bastou que o servo de Abraão terminasse a sua oração, para Rebeca, filha de Betuel, donzela mui formosa vir àquela fonte encher o seu cântaro. O mordomo fez como havia dito ao Senhor e tudo aconteceu como pedira. Atenciosamente Rebeca deu água ao servo de Abraão e também aos seus servos e aos camelos.
O lado prestativo de Rebeca salta aos olhos de quem ler essa narrativa bíblica. Na verdade, o texto deixa a entender que muitas outras donzelas passavam por ali aquele mesmo horário para buscar água. No entanto, apenas ela disponibilizou-se para servir a Eliezer e, muito mais que isso, prestou-se a oferecer água para os camelos e aos demais servos que acompanhavam o mordomo.
Sua iniciativa em ser prestativa para aqueles homens fora o que desencadeou a providência de Deus para um casamento feliz e direcionado por Deus.

Uma Jovem bela

Alguém disse que “a beleza está nos olhos de quem ver”. A frase em si mostra que quem olha é que caracteriza o belo. É sabido que algumas pessoas já nascem com uma beleza natural, algo que vem de berço. Rebeca destacava-se por ser muito bonita (Gn 24.16). No entanto, a beleza também pode ser providenciada ou adquirida.
Cuidar-se é uma das iniciativas para despertar o belo que há dentro de você. Às vezes por falta de verdadeiros cuidados, algumas jovens acabam apagando traços que poderiam ser identificados pelos jovens. Já tive oportunidade de ver muitas mulheres que passaram anos casadas e que se descuidaram da aparência estética e física, não por falta de recursos, mas pelo desleixo mesmo. Por transtornos no matrimonio acabaram se separando e passaram então a se arrumar e valorizarem-se mais.
Não espere que as coisas tomem proporções tamanhas para se arrumar. Comece desde já a despertar a beleza que há em você e que precisa ser cuidada e cultivada.

Uma jovem sensível a vontade de Deus

Os atos de Rebeca revelam a sua sensibilidade à vontade de Deus para sua vida. Muitas jovens de nossos dias, movidas por paixões momentâneas, deixam de ser sensíveis a vontade de Deus. Confesso que quando se trata de relacionamentos, muitos jovens, sejam do sexo masculino ou feminino, não estão prontos para ouvir um “NÃO” de Deus. Tudo que se contrapõem aos seus relacionamentos, inclusive os próprios pais, tornam-se inimigos dos seus planos.
É importante notar que não só a donzela foi senssivel a voz de Deus como também a sua família. A Bíblia diz: Então responderam Labão e Betuel, e disseram: Do Senhor procedeu este negócio; não podemos falar-te mal ou bem. Eis que Rebeca está diante da tua face; toma-a, e vai-te; seja a mulher do filho de teu senhor, como tem dito o SENHOR” (Gn 24.50-51). Isso ressalta que a vontade de Deus para o seu relacionamento também passa pelo crivo de seus pais.
 Amor a primeira vista?
Pois é. Qualquer um de nós classificaria o encontro de Isaque e Rebeca como amor a primeira vista. No entanto, o que cerca este relacionamento é a providência de Deus e o seu direcionamento.
O amor é aquele sentimento gostoso e bom que para ser vivido precisa está pautado pela vontade de Deus. O que foge a essa realidade, tratando-se de uma relação entre um homem e uma mulher, está apenas motivado pela paixão. Os impulsos carnais jamais podem ser a bússola que nos guia por estas áreas da vida.
A Bíblia diz que “Isaque trouxe-a para a tenda de sua mãe Sara, e tomou a Rebeca, e foi-lhe por mulher, e amou-a. Assim Isaque foi consolado depois da morte de sua mãe” (Gn 24.67). Muito mais do que suprir as necessidades naturais de Isaque como homem, Rebeca trouxe consolo para ele em um dos momentos mais tristes de sua vida.
Que o Senhor possa torná-la uma jovem com características dignas de encontrar um esposo que seja muito mais que um marido, seja seu companheiro e amigo.

Em Cristo,