sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

MOTIVAÇÕES ERRADAS PARA O CASAMENTO



Ninguém é obrigado a casar? Casamento é uma opção!
Existem inúmeros coisas que podem ser levadas em consideração antes de tomar a iniciativa de casar-se. Você pode, por exemplo, concluir seus estudos, fazer uma faculdade, estabelecer uma vida financeira estável e realizar-se profissionalmente. Isso não quer dizer que vocês não possam alcançar esses objetivos já casados. Mas, acredite, depois do casamento, estas conquistas exigirão um pouco mais de planejamento.
 Leve a sério a decisão que você tomará nos próximos meses, ou dias, elas mudarão completamente a sua vida. Por isso, esta decisão não pode ser motivada por questões erradas, é preciso deixar claro que o casamento não é solução de dificuldades emocionais ou hormonais, mas a união de duas pessoas para tornarem um em Cristo Jesus. Segue algumas das principais motivações erradas:

1.      Independência

Há quem tome como principal motivação para o casamento apenas o sentimento de tornar-se independente dos pais. Essa motivação errada toma uma proporção diferente quando se percebe que uma relação conjugal não é tão simples assim. O cônjuge, que hoje é apenas o seu (a) pretendente, ou noivo, será a pessoa a quem você deverá prestar contas. Perguntas do tipo: Aonde você vai? Onde você estava? Com quem você estava? Por que você demorou? São questionamentos que nunca vão deixar de existir, principalmente no casamento.

2.      Sexo

Se sua motivação é o sexo, também está equivocado quanto ao matrimonio. Não se case apenas movido pelo desejo carnal. Há muitos outros aspectos que envolvem o casamento. Em muitos casos, jovens que ingressam na vida a dois movidos por esse impulso acabam se frustrando.
Os impulsos sexuais são aspectos da vida humana que não acabam e nem diminuem com a vida conjugal, mas podem ser devidamente controlados. Issoé  marcante, principalmente na vida dos homens. Porém, não pense que casando-se você não sentirá mais esses impulsos.

3.      Casar para ser feliz

O casamento deve ser uma iniciativa séria e fundamentada pelo sentimento de fazer o outro feliz, e isso não é uma tarefa fácil. Denota fazer renunciase abrir mão de muitas condutas e vontades egoístas. Na verdade, quem entra em uma relação matrimonial já pensando nisso, está com uma motivação muito egoísta. Todas as vezes que o seu futuro esposo (a), não corresponder as suas expectativas lhe causará um sentimento de frustração e revolta.
Pense no fato de que a relação a dois é uma estrada de duas mãos, uma que vai e outra que volta. A felicidade, dentro dessa perspectiva, só acontece quando ambos têm o mesmo sentimento, o de fazer o outro feliz.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

A ORIGEM DO CASAMENTO



“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”(Gn 2:18).
O casamento é um projeto de Deus. Esse projeto foi elaborado justamente para suprir a necessidade que todos nós temos de companhia, ajuda e companheirismo. Deus percebeu que Adão estava muito sozinho e viu que isso não era bom.
A vida em sociedade é uma necessidade proeminente de todo ser humano. Por isso, nos reunimos em grupos e interagimos uns com os outros. No entanto, nem sempre esse convívio social é capaz de suprir necessidades emocionais. O homem e a mulher em um dado momento são movidos pelo desejo de envolverem-se mutuamente a fim de estabelecerem o matrimônio.
O estabelecimento do casamento bíblico tem sua origem com o Adão e Eva no jardim do Edém. Não havia testemunhas, até porque, o próprio Deus fora o celebrante desta união.
Ao longo dos anos o matrimônio ganhou apenas especificações civis. Embora haja na Bíblia, no Antigo Testamento, o casamento poligâmico, - prática que ainda é costume de algumas culturas -, entendemos já em o Novo Testamento que o casamento deve ser apenas entre um homem e uma mulher.
Dada a sua origem, muitos outros fatores acerca do casamento devem ser esclarecidos. Por exemplo, o casamento judaico dos tempos bíblicos, não pode ser um exemplo para os nossos dias, uma vez que tinha também um caráter contratual (Dt 24.1). Em virtude disso, o homem tinha autonomia para dar a mulher carta de divórcio por causas insignificantes. No entanto, olhando pelo lado espiritual da união judaica, o homem casa-se para completar-se. Esse torna-se incompleto sem a presença de uma mulher na sua vida.
É claro que em muitos períodos da história o casamento era visto apenas como negociações políticas que visavam unicamente o interesse das famílias envolvidas.  Há décadas atrás se tinha a concepção de que a moça crescia já predestinada a um marido, por isso, era obrigada a casa-se com ele. Já tive a oportunidade de conhecer pessoas que passaram por essa situação. Embora existam ainda países que persistem na prática do casamento arranjado como é o caso da índia e países adjacentes, ninguém pode obrigar uma pessoa se casar com outra.
No Brasil, o estabelecimento do matrimonio como uma entidade civil se deu em 1890, e é devidamente regulamentado pelo código civil, Art. 1.511. Isso só ressalta ainda mais o aspecto sério desta instituição que nasceu no coração de Deus.
Apesar de tudo que descrevemos aqui, lamentavelmenteem nossos dias, o casamento tem sido muito banalizado. Para muitos, a oficialização do matrimônio perante a lei são meras formalidades e, por isso, ignoram o seu valor. No entanto, Deus valoriza consideravelmente esta ação devidamente regida civilmente.