terça-feira, 17 de setembro de 2019

SAINDO DA ZONA DE CONFORTO - O CULTO DOMÉSTICO


Nos acostumamos muito fácil ao conforto. Quem não quer chegar em casa e deitar na cama e simplesmente ver o tempo passar enquanto se deleita nas redes sociais postando fatos engraçados, reflexões ou apenas olhando o que os outros postam? Nosso corpo pede cama ou sofá e simplesmente nos acomodamos a isso como se não precisássemos fazer alguma coisa dentro de casa.
Não obstante, também fazemos isso com a nossa vida espiritual diariamente. Nossa mente está cansada demais para uma leitura bíblica, uma oração ou um devocional a Deus, mesmo que em poucos minutos, porém não nos cansamos quando o assunto é lazer ou redes sociais.
Há uma inversão tão grande de valores em nossos dias que trocamos momentos reais pelos virtuais. Para muitos familiares é melhor está “on-line” vendo a vida dos outros, ou mesmo conversando com pessoas de outro contexto, do que está “off-line” conversando com pessoas próximas, trocando ideias e, acima de tudo, estabelecendo vínculos. Mas sabe porque não fazemos isso? Porque simplesmente não queremos sair da nossa zona de conforto.
Sair da zona de conforto é difícil, mas é possível. E não pense você que o simples fato de fazer algo uma única vez já lhe dará respaldo suficiente para pensar que venceu antigos hábitos. Se hoje você enfrenta uma profunda resistência em mudar de hábitos, é porque um dia você precisou repetir isso por muitas e muitas vezes.
Com o culto doméstico também é assim. Os primeiros serão difíceis, principalmente para aqueles que não estavam habituados a momentos de devocional com Deus, ou seja, estavam acostumados demais aos cultos apenas na igreja e pensavam que vida com Deus acontecesse apenas nestas poucas horas que dedicamos ao Senhor no templo.
Por isso, é inteiramente importante não desistir. No início seu cônjuge não achará muito bom, seus filhos se sentirão incomodados, desconfortáveis e há os que não verão a hora de tudo acabar. Por isso, é importante que o culto doméstico não tente ser uma reprodução nos mesmos moldes do que acontece na Igreja. Quem está à frente precisa não só se preparar, como também avaliar atentamente o que pode ser alterado a fim de que não se torne algo monótono e cansativo.
Tudo não passa de um momento de abstinência do fazer nada e como nós gostamos desses momentos, de tal maneira que nos habituamos facilmente a eles. Mas é preciso sair de nossa zona de conforto. O que nos causa desconforto agora se tornará um hábito mais à frente.
Que Deus continue nos ajudando!


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